É no mínimo estranho que uma marca bem sucedida como estava a ser a Google-Zero - afinal, 60.000 acessos na primeira semana é obra - desapareça de um dia para o outro, sem completar sequer um mês de vida.
Mais estranho ainda é o endereço Google-Zero.com agora redireccionar para Eco-Find.com. Será um rebranding com vista à internacionalização do projecto?
E como duas coisas estranhas nunca vêm sós, o terceiro aspecto inusitado é que Cláudio Fernandes - um dos sócios da Adclick, empresa sediada na Senhora da Hora, perto do Porto - tenha deixado de aparecer como responsável pelo domínio Google-Zero nos registos do Whois. A informação, que antes era pública, agora é privada.
Que sentido faz esconder informação que antes era pública e mudar radicalmente um nome que estava a ser bem aceite? Estranho, muito estranho…
Actualização: Não é que a versão espanhola deste “motor de busca ecológico” - Google-Cero.com - continua activa? Que rebranding mais estranho…
Ainda para mais porque - tendo o mesmíssimo aspecto que o Google-Zero, perdão Eco-Find - o Google-Cero.com foi registado por Pedro Roque. Só que isto não é estranho, já que este senhor também é sócio da Adclick.
Continuando a saga, soube por e-mail que o Google-Zero atingiu 500.000 visitas quatro semanas após o seu lançamento, alegando que se pouparam “900.000 Wh e 400.000 kg de CO2″.
No e-mail explicava-se também que “de forma a tornar esta iniciativa internacional foi lançado o motor de busca ecológico www.eco-find.com”, que estará disponível em espanhol, inglês e alemão.
Esta última parte ajuda a esclarecer a questão do rebranding. Possivelmente, o Google-Cero continuava activo por falha humana na actualização do site.
Porém, a questão principal que motiva esta minha insistência no tema continua por explicar: sem se saber que tipo de monitor há do outro lado, e sabendo que os CRT são cada vez menos usados, como é que a empresa promotora do Eco-Find pode afirmar que se pouparam “900.000 Wh e 400.000 kg de CO2″? Não poderá isso ser considerado publicidade enganosa?
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boas, este tema interessa-me particularmente.
Gostaria de saber se é entao ecologicamente favorável utlizar sites com páginas pretas? E qual o impacto que tem o seu uso?
Olá Henrique.
Não sei como está o seu inglês, mas neste link - http://ecoiron.blogspot.com/2007/01/emergy-c-low-wattage-palette.html - encontrará um debate interessante sobre a paletas de cores ecológicas para webdesign.
Na minha opinião, mais importante do que as cores - que dependerá sempre do tipo de monitor existente do lado do visitante - é criar páginas em que o utilizador navegue com facilidade e que sejam rápidas a carregar.
Isso poupa tempo ao utilizador e pode mesmo ajudar a que ele se sinta mais satisfeito com a experiência de navegação. E um “cliente” satisfeito melhora logo o ambiente!