Há gestos nossos que podem ajudar outros a encontrar alguma paz.
Uma das acções simples que podemos ter é o transplante de medula óssea. Este não está tão divulgado como as dádivas de sangue, mas o facto de possibilitar a cura de doenças graves e frequentemente mortais é razão suficiente para aqui divulgar os procedimentos que permitem a um cidadão saudável tornar-se dador.
A medula óssea é um tecido de consistência mole que preenche o interior dos ossos longos e as cavidades esponjosas dos ossos, e é nesse tecido que existem células estaminais, que se renovam constantemente. Quando são transplantadas, as células saudáveis vão substituir as células doentes, tornando-se responsáveis pela formação de novas células saudáveis.
Entre as doenças relacionadas com a medula estão as leucemias, alguns tipos de imunodeficiência e a aplasia medular, que corresponde a uma diminuição ou ausência, na medula óssea, das linhas celulares que originam eritrócitos, leucócitos e plaquetas.
Para uma pessoa afectada por alguma destas doenças, muitas vezes a única esperança é conseguir encontrar um dador compatível. A pesquisa por um dador começa pela família do paciente, pois um doente em cada quatro encontra um dador idêntico entre os irmãos, mas se esta opção não resultar há que recorrer a um dador voluntário exterior à família.
O transplante de medula óssea é hoje uma prática corrente, mas só cerca de 25% dos doentes tem um dador familiar compatível. Restam os outros 75% que têm de recorrer a dadores externos. No total, aproximadamente 80% dos doentes tem um potencial dador compatível.
Os dadores voluntários devem ter entre os 18 e os 45 anos e ser saudáveis, podendo inscrever-se no Centro de Histocompatibilidade do Sul, que funciona no Hospital Pulido Valente e onde o “candidato” a dador preenche um questionário que será avaliado por um médico.
Segue-se, caso as condições de saúde não o impeçam, uma recolha de sangue que permitirá guardar informações sobre o “tipo” de medula. Esses dados ficam guardados numa base informática nacional e internacional e serão usados sempre que um doente de qualquer nacionalidade necessite de um transplante de medula.
Quando um pedido é dirigido à base de dados e aí é encontrado um dador compatível, este é chamado a fazer testes adicionais de compatibilidade. São-lhe também feitos novos testes aos marcadores de vírus, para excluir a possibilidade de ter sido contagiado por doenças virais entre o momento da inscrição e o da chamada.
Se a avaliação de todos os resultados continuar a considerar o potencial dador como o mais indicado, este vai ser submetido a um exame médico completo, sendo-lhe então pedido que assine um impresso de consentimento da doação de medula.
Um potencial dador compatível pode desistir da dádiva, mas deve ter consciência que essa decisão, sobretudo se for tomada a meio ou na fase final do processo, pode ser fatal para o doente.
Um dador que mantenha a decisão de doar medúla será submetido a um dos dois processos de colheita de células para transplante. A colheita a partir da medula óssea, em que as células são retiradas do interior dos ossos pélvicos. Esta opção requer geralmente anestesia geral e uma breve hospitalização. Existe também a possibilidade da colheita feita no sangue, em que o dador tem de tomar previamente um medicamento que faz aumentar a produção de células estaminais no sangue.
Saliente-se que todos os procedimentos médicos que envolvem a doação são cobertos pelo subsistema de saúde do doente, bem como as viagens e outros custos não médicos inerentes ao processo.
O primeiro transplante de medula óssea foi efectuado com sucesso em 1956, mas apenas em 1973 teve lugar um transplante bem sucedido com um dador que não era familiar do doente. Este caso de sucesso marcou o começo de uma nova era no tratamento de doentes com defeitos genéticos ou doenças oncológicas, entre outros problemas de saúde.
A dificuldade em encontrar um dador compatível fora da família do doente prende-se com o facto de dador e receptor terem de ser iguais ao nível do sistema de antigénios tecidulares ou antigénios leucocitários humanos. Como existem seis antigénios diferentes e cada um possui dezenas de variantes que se combinam entre si de diferentes maneiras, a probabilidade de haver um dador igual torna-se muito escassa. Daí a importância de aumentar o número de inscritos para doar medula óssea.
Uma última informação para os que continuam cépticos: a medula óssea é um tecido com tão grande capacidade regenerativa que a mesma pessoa pode fazer mais do que uma dádiva ao longo da vida.
Para inscrições, os dadores voluntários devem dirigir-se ao Centro de Histocompatibilidade do Sul - Hospital Pulido Valente, na Alameda das Linhas de Torres, em Lisboa.
O telefone é o 217 504 100 e mais informações podem ser obtidas no site www.chsul.pt.
Os testes de compatibilidade são realizados de segunda a sexta-feira, das 8 às 16 horas.
Conheço uma pessoa que tem leucemia.
Gostaria de transcrever este texto que considero muito bem redigido, mas indicando a fonte, para divulgar na empresa onde trabalho, e por amigos, a acção de dádiva de medula óssea.
Concede-me autorização para tal acto?
Caro Sr. Luís Romão:
Muito obrigada pelo seu contacto.
Nestes tempos da Internet, em que ninguém pede autorização nem para usar textos com legítimos direitos de autor, uma mensagem como a sua surpreende pela gentileza a que já não estamos habituados.
É claro que pode difundir o texto. Até fico contente por ver ampliada a utilidade do que escrevi.
Se necessitar de informação mais complexa ou detalhada, pode entrar em contacto com o Centro de Histocompatibilidade do Sul, onde o acolhimento é geralmente caloroso.
Resto de boa semana e disponha sempre
Recolha para medula óssea
As instalações da Creche da Misericórdia de Vila Nova de Gaia abrem portas dia 16-12-2007, das 8h30 às 17h00, para receber potenciais dadores de medula óssea.
Esta iniciativa pretende conseguir um dador compatível para uma jovem de 29 anos.
Por favor, participem e passem a palavra.
Para mais informações consultem o site www.chnorte.min-saude.pt
(Fonte: jornal Destak)
pq aburocracia acaba com o sucesso da vida de um usuario q tem tudo para fazer o transplante de medula.opior é o doados já temos e a burocracia entre hospitais e ipergs estão atrasando a felicidade de uma família salvar o seu familiar.a quem socorrer?