Um hábito de tem vindo a instituir-se nos mercados, praças e grandes superfícies é o uso de cestas em detrimento dos sacos plásticos, uma moda que parece nova mas que as nossas avós conheceram bem.
Além do toque ancestral e feminino, as cestas, de verga, tecido ou plástico, são espaçosas, resistentes e duradouras. Não se rompem com facilidade, as suas asas não magoam os dedos, levam mais carga do que os sacos normais e são mais ecológicas.
A preocupação com o excessivo recurso a sacos de plástico – que esta nova tendência pode ajudar a inverter – integra mesmo a agenda de preocupações da União Europeia.
Alguns países da UE já começaram mesmo a tomar medidas contra o uso descontrolado de sacos de plástico. A Irlanda, por exemplo, introduziu em 2002 o PlasTax, um imposto que cobra 15 cêntimos ao consumidor por cada saco distribuído. O resultado desta iniciativa foi a angariação de cerca de 23 milhões de euros para serem investidos em projectos ambientais e uma redução no consumo de sacos de plástico que rondou os 90%.
No Reino Unido já se planeia implementar legislação similar à irlandesa, e na Alemanha os sacos de plásticos são pagos pelo consumidor em todos os supermercados, sendo ainda comum o uso de sacos de pano reutilizáveis ou até de caixas de cartão.
O problema em Portugal, e em muitos outros países, é que os sacos plásticos tornaram-se numa autêntica praga, sobretudo nas cidades, onde a generalidade dos estabelecimentos faculta sacos gratuitos aos clientes, mesmo para transportar objectos que cabem perfeitamente no bolso ou na mala.
Tanto quem dá como quem recebe e utiliza os sacos plásticos não tem, muitas vezes, consciência de que a sua total decomposição na Natureza pode chegar a demorar mais de quatro séculos.
Assim, o uso das cestas, além de possuir um certo encanto de outros tempos, ajuda a defender o ambiente, compromisso que é de todos, para possibilitar um futuro digno às gerações vindouras.