Ontem visitei a exposição de carros antigos que está na FIL, onde está um “double decker”, um autocarro com dois pisos usado até há uns anos pela CARRIS. Alguns foram convertidos para passeios turisticos com o tecto removido. A julgar pelo tamanho do motor (cerca de 9.000cm”), o consumo devia ser enorme. Não sei qual a cilindrada dos autocarros actuais, mas, num programa de televisão recente ouvi um responsável da empresa falar em consumos na ordem dos 30 litros/100Km… Uma carreira que tenha um percurso urbano de 50Km/ida-e-volta e o faça 10 vezes/dia perfaz 500km/dia, o que dá um consumo de 150 litros; mais ou menos o mesmo que três vezes o depósito de um carro pequeno.
Isto leva-me a perguntar uma coisa: por que razão não andam os transportes públicos a energia eléctrica?
Têm reunidas as melhores condições para isso: espaço para baterias, pouca necessidade de velocidade, tejadilho amplo para uso de painéis solares e, como fazem circuitos pendulares facilmente calculáveis em termos de distância/tempo, não há problema com a capacidade das baterias: basta ter nos terminais um empilhador e baterias suplentes para trocar quando o autocarro chega ao fim da viagem. Como o motor eléctrico é mais silencioso, reduziam-se os índices de ruído e melhorava-se o conforto dos passageiros.Tendo em conta o custo do petróleo rapidamente se amortizaria o investimento inicial na remodelação da frota e construção de infra-estruturas de apoio, reduzindo ao mesmo tempo despesas de manutenção, pois o motor eléctrico precisa de menos cuidados do que o seu equivalente a gasóleo ou gasolina!
Guto, melhor ainda do que passarmos aos motores eléctricos era apostarmos nisto: http://www.mdi.lu/fra/affiche_fra.php?page=multicats
Impressionante, não? Será que alguma vez vai sair da fase de projecto?