
No passado fim-de-semana fui até à praia do Pego, que fica muito perto do Carvalhal (Grândola), e a fotografia que melhor descreve o estado em que estava o areal é esta.
Não foi nada que me espantasse, pois há alguns anos fiz limpezas e inspecções costeiras integrado em grupos de voluntários ecologistas, e já então era este o cenário habitual das praias, sobretudo fora da época balnear.
Cenário habitual é como quem diz, que eu nunca tinha visto um assento de sanita no areal. Já tinha visto sofás, frigoríficos e colchões velhos, o que faz todo o sentido. Afinal, o sofá permite-nos ficar sentados a olhar o mar, o frigorífico possibilita que a pessoa se sinta em casa, pois mantém o hábito de ir abrir a porta de vez em quando só para ver se há lá dentro algo que se coma, e os colchões… bem… os colchões justificam-se porque o areal às vezes está demasiado sujo para nos deitarmos em cima dele.
Agora, um assento de sanita? Mas de que serve o assento sem o resto? Sinceramente, não se compreende.
É por estas e por outras que eu gostava então de saber se alguém acha boa ideia fazermos uma destas duas coisas: 1) levarmos o resto dos elementos que compõem uma sanita para esta praia, porque assim o assento passaria a ter alguma utilidade; ou 2) retirarmos de lá o assento e outros itens que não pareçam pertencer àquele areal, como as garrafas de refrigerante e de cerveja (como já estão vazias, não faz sentido ir colocá-las no frigorífico).
Que me dizem?
Realmente quase nada nos poderá espantar.
Será algum projecto abortado do Sócrates? Parece que tem pós-graduação em sanitas…
Vamos lá limpar isso, mas de luvas
estou alarmada, indignada e horrorizada com o que contas. lembro-me perfeitamente de encontrar vieiras grandes e rosas nessa praia. antigamente era um dos poucos paraísos na Costa Alentejana…