A Escola Comunitária Mwana Unerufaro onde trabalhámos, em Chimoio, foi destacada com o primeiro lugar na avaliação governamental.
As irmãs [directoras da escola] que nos acolheram afirmaram que se deve ao trabalho que realizámos lá.

O Projecto Kufundiça, que em língua local moçambicana significa educar, teve acção em Chimoio, ex Vila Pery, e a duração de um mês. O programa nasceu da cooperação entre a União Missionária Franciscana (UMF) e a Associação de Solidariedade Portugal África (ASPA), sendo da responsabilidade da UMF a logística no local e da ASPA a aquisição e formação dos missionários. O grupo enviado, oriundo maioritariamente de Setúbal, era composto por seis jovens de idades compreendidas entre os 24 e os 30 anos com diferentes formações - três professores, duas psico-pedagogas e uma ilustradora.
As carências, partilhadas previamente pelas irmãs Salvatorianas e outras detectadas no momento da missão, prenderam-se com vários aspectos como metodologias no ensino da leitura e da escrita, motivar os alunos para escrita, detectar deficiências nos alunos e agir sobre elas, postura dos professores e o uso dos jogos como actividades lúdicas e como meios de aprendizagens. Os locais de actuação foram: uma escola comunitária do primeiro ciclo, três infantários e ainda um lar para crianças órfãs, totalizando num trabalho directo com mais de 600 crianças e 19 agentes de ensino - professores, educadores e auxiliares de educação.
A duração de um mês obrigou que o nosso ritmo fosse alucinante. Às 07h30 estávamos nas escolas e terminávamos entre as 16h e as 17h30. Além do trabalho propriamente dito, tínhamos ainda a planificação das aulas com os professores, a produção de material didáctico a usar e a preparação dos momentos de formação directa com os professores, que aconteceram aos Sábados. A curta permanência em missão obrigou-nos a cingir o nosso trabalho a parâmetros estritos de modo a conseguirmos atingir os nossos objectivos. Felizmente conseguimos alcançar o proposto e a avaliação feita pelos professores, as irmãs e por nós foi positiva, ficando em aberto o convite por parte das irmãs Salvatorianas de continuarmos futuramente o trabalho iniciado.