No Parque Natural da Arrábida existem importantes habitats de orquídeas (habitat 6210 – Prados secos seminaturais e facies arbustivas em substrato calcário (Festruco-Brometalia)), considerados prioritários e constantes do Anexo I da Directiva 92/43/CEE.
Apesar das orquídeas serem planta abundantes em climas tropicais, ocorrem também em toda a Europa, embora as suas dimensões sejam, obviamente, mais reduzidas.
A altura mais propícia à observação destas pequenas maravilhas é entre os meses de Março a Junho.
A da foto foi encontrada na berma da estrada, muito longe dos limites estabelecidos para o habitat 6210 dentro do Parque Natural da Arrábida. Trata-se da espécie Ophrys apifera (erva-abelha).
Como estamos em tempo de praia e de risco de incêndio toda a vegetação das bermas foi cortada, e não sobrou nenhuma orquídea para contar a história, mas as orquídeas não toleram ciclos de recorrência de fogo muito curtos e são também ameaçadas pela natural sucessão ecológica, de modo que, apesar de triste, a medida acaba por servir dois propósitos.
Fica a certeza de que para o ano há mais.
Quem nunca rebolou na praia do Monte de Areia que levante o braço. Este monte é provavelmente o mais conhecido da Arrábida e certamente não é por falta de montes.
Desde pequena que me lembro de rebolar monte abaixo depois de um banho de mar, no final ouvi muitas vezes “pareces um croquete, quando era da tua idade também fazia isso”…Afinal não fui eu nem os meus contemporâneos que inventámos a brincadeira, esta parece ser transversal a várias gerações.
A forte chuvada de 18 de Fevereiro deste ano provocou nesta praia dois enormes rasgos, que se estenderam deste o seu cume até à base, mas foi com o temporal da passada semana que o monte mais sofreu. Ler mais »
Percebe-se que há apenas um acento a mais e que falta um “t” à palavra ”tumultos”, mas não deixa de ser curioso ler e pensar que, num território tão ligado à crença em vidas passadas como é o Tibete, as tropas chinesas estejam a tentar controlar túmulos…
Quando nos aproximámos, eles apenas se afastaram para uma zona menos próxima da margem. A decisão de voar foi tomada muitos minutos mais tarde, pouco depois de uma pequena brisa que soprou de Oeste… quer dizer, nós humanos entendêmo-la como uma pequena brisa. Eles, flamingos, perceberam que a brisa trazia uma chuva fria e desagradável. Ainda temos muito que aprender com os animais.
Motivado por um post da Carla, inscrevi-me no Online Volunteering da ONU para poder usar parte do meu tempo livre a ajudar organizações que estão a tentar mudar algo no mundo.
A primeira experiência aceite foi a tradução para português de parte de um manual sobre gravidez, parto e cuidados com recém-nascidos, focado na realidade da África Austral, onde a incidência do VIH é assustadoramente elevada.
Posso dizer que a mim não me custou nada e até foi interessante saber que as grávidas angolanas e moçambicanas têm mais opções de escolha do que as portuguesas no que diz respeito ao local onde dão à luz - podem decidir se o fazem em ambiente hospitalar ou em casa, desde que devidamente acompanhadas por profissionais de saúde.
Por cá, é praticamente obrigatório o parto decorrer num hospital, uma vez que a lei não dá protecção às parteiras que assistam nascimentos em casa - apesar dos ganhos de privacidade e de conforto para os pais e de, na maior parte dos casos, não haver prejuízo para os bebés.
Para os nossos legisladores e governantes nascer numa ambulância é, certamente, uma experiência muito mais interessante para todos…
[ clique para ampliar ] Coordenadas: 38 31 23 N 9 08 27 W [GoogleMap]
Ontem (18.Fev.2008), a estrada que liga o Marco do Grilo à Lagoa de Albufeira, no concelho de Sesimbra (EN 377) foi obstruída pela cheias, que também provocaram a sua destruição parcial e o seu encerramento ao trânsito, na zona em que a ribeira da Ferraria entra na Lagoa Pequena. Embora na origem tenham estado as grandes chuvadas da tarde de hoje, a responsabilidade é do Instituto para a Conservação da Natureza, que tem feito movimentação de terras na Lagoa Pequena, e construíu ali um açude que tem provocado o assoreamento progressivo da várzea a montante. A Casa Ferraria tem travado há anos uma batalha com o ICN, alertando para este assoreamento e para a probabilidade de acontecer uma coisa destas. A prepotência da administração central, que se permite fazer coisas que proibiria a terceiros, e a arrogância científica dos técnicos do ambiente, que julgam que um curso universitário lhes permite alterar a Natureza a seu belo prazer, é nisto que dão. E não adianta desculparem-se com o argumento de que se tratou de uma chuvada excepcional: para os particulares, as leis impedem a ocupação das margens de linhas de água até uma zona onde possam ocorrer daquelas cheias excepcionais, que só acontecem de tantas em tantas décadas. Mas aqui, como se trata do próprio Estado, andam a brincar em plena zona húmida.
Zona a montante da estrada, ainda com imensa água na altura em que a foto foi tirada.
Uma máquina limpa a vala assoreada, a jusante da estrada.
A zona da estrada 377 que foi cortada, e que também sofreu um abatimento. Uma máquina da Câmara repara provisoriamente a zona destruída.
Para quem pensava que a rã é verde aqui fica um exemplar castanho
Após a chuvada de Domingo fui afortunada por uma visita simpática e totalmente inesperada. Esta rã comum, de nome científico Rana perezi, apareceu sem avisar, não me dando tempo para preparar a casa para a sua visita e para a fotografia.
Esta rã tinha cerca de 4 cm e pode atingir os 7 cm.
É um anfíbio muito abundante na Península Ibérica e não é considerada uma espécie ameaçada.
Poderá ser facilmente observada junto de cursos de água doce, tais como rios, ribeiras, charcos, etc… E pelos vistos pode também aparecer em nossas casas, quem sabe um dia um destes bichinhos não vos faz uma visita?!
Obviamente após a sessão fotográfica a rã foi devolvida ao seu habitat natural.
Com este pequenino post dou os parabéns a este espaço pelo seu primeiro aniversário, e aproveito a honra de postar o número 100
Fez ontem um ano que foi criado este espaço colectivo de debate e de apresentação de sugestões para tornar o mundo um pouco melhor.
No meio do(s) trabalho(s) em que cada um de nós anda envolvido, a efeméride passou ao lado e nem houve qualquer celebração. Mas se é certo que para a festa já não vamos a tempo, para o balanço a oportunidade ainda não passou (digo eu, que até gosto de fazer balanços).